"Se o cérebro humano fosse tão simples ao ponto de podermos entendê-lo, nós seríamos tão idotas que não conseguiríamos entendê-lo" J.G.

domingo, 21 de julho de 2013

Como já dizia Descartes, nada nos garante que os sentimentos sejam confiáveis...



Um amigo me mostrou alguns contos e poesias e super me identifiquei com esse, com permissão, pedi pra ele deixar eu publicar algumas partes:




" A tristeza que me acomete é moléstia crônica: chorume genético.

O segredo do Amor é uma mentira pregada: a ferrugem logo corre pelas veias, envenenando e consumindo.

Atuar é o que resta. Fingir. Pretender que as palavras decoradas e os gestos certos hão de convencer um público tão pouco exigente, tão predisposto a acreditar.

Mas já tenho medo: sei que meu coração não calcificou.

Minha boca é grande, enorme: contrai dívidas para o corpo, assume fianças para a alma.

Pago breve. Pago cedo: os juros, as multas.

Desisti de tentar “Amor”.

Continuar é ilusão, conquanto imperativo: minhas pernas desejam por si.

O Espírito, porém, confia que só existe o presente, e esquece a inércia que o desgasta.

No fim, contaremos nossos sonhos como fatos.

Agora, eu acendo a luz, fingindo que o sol lá fora se ausenta da tarde cheia. "

[mercvrivs]